
Segunda-feira (13/11) fomos surpreendidos pelo fato relevante do Magazine Luiza, que comunicou o reconhecimento de incorreções contábeis no valor de R$ 830 milhões relacionadas a prática de bonificações entre fornecedores e a Magalu. Tal valor será lançado contra o patrimônio líquido (PL), ou seja, o PL do MAGALU cairá neste valor (para reverter o lucro inflado dos anos anteriores).
Algumas matérias minoraram o impacto financeiro deste evento, inclusive os próprios executivos do Magazine Luiza (segundo matéria do Valor Econômico de 14/11), indicando que o caixa continuaria lá e não seria impactado. Tenho que concordar com esta afirmação, fazendo uma pequena correção: o caixa já foi impactado, pois o lucro artificial direcionou a distribuição de dividendos no passado. Pior que isso, investidores precificaram o MAGALU, credores concederam crédito, com base em uma performance que nunca existiu. Mas será que o ajuste de R$ 830 milhões teria materialidade financeira/contábil, a ponto de alterar as relações de rentabilidade e risco?
O quadro a seguir apresenta alguns cálculos e nos permite concluir sobre este ponto.
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